Mutirão contra a dengue chega ao fim nesta sexta-feira em Santa Maria

Mutirão contra a dengue chega ao fim nesta sexta-feira em Santa Maria

Fotos: Vinicius Becker (Diário)

A partir das 8h, quem anunciava a presença das equipes de combate à dengue eram os cachorros, que latiam à medida que os agentes avançavam de casa em casa.

Com pranchetas em mãos e atenção voltada a qualquer sinal de água parada, equipes de combate à dengue percorreram ruas ainda silenciosas do Bairro Juscelino Kubitschek, na região da Vila Caramelo, na manhã desta quarta-feira (15), penúltimo dia do mutirão realizado em Santa Maria. A ação mobilizou agentes e militares para vistoriar residências e eliminar possíveis focos do mosquito Aedes aegypti.

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O ponto de encontro foi a Escola Irmão Quintino, na Rua Rayneri Danesi. De lá, uma equipe saiu para percorrer até seis quarteirões, visitando residências que ainda não haviam recebido a fiscalização. A ação, organizada por meio da Secretaria de Saúde com a participação do Exército Brasileiro, integra o mutirão de combate à dengue, que chega ao último dia nesta sexta-feira (17) na cidade.

Foto: Vinicius Becker (Diário)

Durante o acompanhamento, uma das primeiras casas visitadas foi a da aposentada Rosane da Silva, 63 anos. No local, nenhum foco do mosquito foi identificado.

Acostumada a receber os mutirões anualmente, Rosane afirma que cuida para evitar focos do mosquito no pátio.Foto: Vinicius Becker (Diário)

Ainda na mesma rua, mas em outra residência, do operador de máquina Ailton dos Santos Lemes, 55 anos, a situação foi diferente. No jardim da frente, entre as begônias maculatas cuidadas por ele, os agentes encontraram larvas em pratos que ficam sob os vasos. Mesmo com furos feitos para escoar a água, o acúmulo, ainda que pequeno, foi suficiente para a proliferação.

Foto: Vinicius Becker (Diário)

As larvas foram coletadas para análise, e a equipe orientou o morador a virar os pratos para baixo e apoiar os vasos diretamente sobre eles, para evitar qualquer possibilidade de acúmulo de água.

Foto: Vinicius Becker (Diário)

Quem guiava a rota era a agente Darnila Lencina, que aponta um padrão recorrente na região. Segundo ela, um dos principais problemas está no armazenamento inadequado de água da chuva

- Muitas pessoas coletam água em baldes e deixam parados. Como os pátios são grandes e têm muitas plantas, essa água acaba sendo usada depois, mas sem o cuidado necessário. E é justamente nesses recipientes que a gente encontra mais larvas - explica.

Apesar do risco, Darnila reconhece que a prática parte, muitas vezes, de uma tentativa de economia por parte dos moradores. Ainda assim, reforça que o armazenamento precisa ser feito de forma segura, sem deixar água exposta.

Durante a visita, que dura em média de 5 a 10 minutos, cada canto do pátio é vistoriado. Foto: Vinicius Becker (Diário)

Como funciona o mutirão

Foto: Vinicius Becker (Diário)


O mutirão de combate à dengue começou no início deste mês e mobilizou agentes de combate às endemias e militares do Exército Brasileiro em diferentes bairros de Santa Maria. As ações iniciaram com um treinamento dos militares e, na sequência, passaram para as visitas domiciliares, sempre com equipes formadas por agentes e integrantes do Exército. Ao longo das duas semanas, os trabalhos ocorreram de segunda a sexta-feira, das 8h ao meio-dia.

Entre os bairros atendidos estão Tancredo Neves, Pinheiro Machado, Juscelino Kubitschek, Urlândia e Chácara das Flores, definidos a partir de dados do Levantamento Rápido de Índices para o Aedes aegypti (LIRAa), que identifica as áreas com maior incidência do mosquito.

Durante as visitas, os profissionais vistoriam residências em busca de água parada, principal fator para a reprodução do mosquito transmissor da dengue. Em casos de risco à saúde pública e falta de colaboração dos moradores, podem ser emitidas notificações e autos de infração.

A doença
A dengue é uma das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti e os sintomas incluem febre alta, dor no corpo, dor nas articulações, dor de cabeça e dor atrás dos olhos, além de manchas pelo corpo em alguns casos. O método mais eficaz para evitar a contaminação é impedir a circulação do mosqito. Em Santa Maria, até esta quarta-feira, oito casos foram confirmados e 44 estão em investigação, conforme o painel de dados do Estado.

Foto: Vinicius Becker (Diário)


Principais orientações 
Segundo a prefeitura de Santa Maria

  • Mantenha a caixa d’água sempre fechada
  • Encha de areia, até a borda, os potes e os vasos de plantas
  • Não deixe a água da chuva acumular em recipientes
  • Mantenha tampados tonéis e barris de água
  • Guarde garrafas de cabeça para baixo
  • Recolha seus resíduos
  • Use repelente
  • Utilize inseticida em locais escuros (perto do chão e proximidades de piscina)
  • Atenção às piscinas, especialmente as de plástico
  • Para denúncias de locais com água parada, ligue para (55) 3174-1581


Foto: Vinicius Becker (Diário)





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